Procurador federal de carreira da Advocacia-Geral da União (AGU) há 30 anos, Edison Garcia assumiu nesta quarta-feira (30/5) a presidência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Desde janeiro, ele chefiava a procuradoria do órgão e, agora, foi alçado ao comando da autarquia depois de o escândalo envolvendo Francisco Lopes, seu antecessor, estourar. O ex-presidente foi afastado do cargo após denúncia publicada pelo jornal O Globo apontar que o órgão contratou empresa por R$ 9 milhões com apenas dois funcionários.
Edison Garcia ocupou cargos importantes, tanto vinculados ao funcionalismo público quanto ligados ao mercado privado. Foi superintendente e presidente da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec), integrou o Conselho de Auto-Regulação de Mercado de Capitais da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) e respondeu como secretário de Planejamento de Mato Grosso, procurador-chefe do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e chefe de gabinete do vice-ministro da AGU na gestão de Luís Inácio Adams.
Embora tenha sido sondado recentemente para ingressar em três siglas, decidiu não se envolver diretamente na política partidária. “A única campanha em que me envolvi foi a do Iate”, disse à coluna Grande Angular.Edison Garcia foi comodoro do clube por dois mandatos bem-avaliados. Deixou o posto em novembro de 2017, com mais margem de apoio do que quando entrou. Em 2013, o advogado venceu, levando-se em conta o critério de antiguidade – foi a mais inusitada eleição da história do Iate, na qual o placar registrou um empate de 901 votos para cada candidato.
Na agremiação recreativa, a mais tradicional de Brasília, geriu orçamento de R$ 70 milhões por ano. Agora, vai lidar com valores na casa dos bilhões. Em alinhamento com sua formação de carreira, Garcia afirma que pretende dividir sua atuação à frente do INSS em dois sentidos: o pagamento eficiente do seguro e a revisão dos benefícios.

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