Estamos vivendo um momento histórico. Independentemente do modo como você se posiciona em torno do fla-flu, acredito que isto é por ambos os lados reconhecido. Diante do desenrolar dos fatos, fiquei me perguntando, para fins de 2018, como é que o eleitor irá se comportar após a provável prisão de um ex-presidente, que até então, era líder nas pesquisas?
Penso que assim ocorrerá. Minhas hipóteses: a base de Lula continuará protegida. Há dois pontos: um na seara judicial e outro na econômica. A comparação entre o “tempo de Lula” e o atual de Temer continuará a ocorrer. É em parte diante de tal raciocínio que o eleitor mantém seu apoio eleitoral ao ex-presidente. Não há nenhum indicativo de que, mesmo sendo preso, o lulismo se esvazie nesse aspecto ou seja capturado pela oposição hoje com o nome do principal pemedebista do país escrito na testa. O desafio para o PT será o de atuar com palanques estaduais mais fracos do que nos pleitos anteriores e com menos, digamos assim, estrutura.
O segundo aspecto é o eminentemente criminal. E há também uma comparação terrível para os membros da Lava Jato e da oposição ao PT de Lula. O processo dele andou de uma forma incrivelmente rápida. Advogados com quem conversei, inclusive não petistas, relatam estupefatos de que, se normalmente um habeas corpus leva meses para ser analisado pelo judiciário, no caso de Lula alguns foram apreciados em questão de horas.

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