No mundo encantado das delações, o presidente Lula, em plena lava jato, se encontra com o já afamado Renato Duque, em um ponto pouco movimentado, um aeroporto, para conversar sobre propina. Normalmente, no mundo político, um reles deputado estadual não conversa diretamente de dinheiro com ninguém, para não correr riscos. Menos ainda num planeta em que qualquer um tem um smartphone com máquina fotográfica e gravador. Há quem dialogue por ele. E, certamente, não em um aeroporto. Mas com Lula, não. Após mais de 40 anos de atividade política, ele se expõe a riscos infantis como o citado pelo ex-diretor da petrobrás. Tem mais. Caracterizado como “chefe da quadrilha” pelos membros da lava jato em seus slides e tido como conhecedor ímpar de tudo o que ocorria na estatal, conforme Renato Duque, o líder da organização criminosa, Lula, se coloca numa situação de risco extremo para saber se estava ocorrendo corrupção na área de Duque. É um chefe de cozinha que fica perguntando como fritar um ovo. Após mudar seu depoimento duas vezes durante os dois anos em que esteve na cadeia e beneficado com a redução de pena proveniente de colaboração premiada, Renato Duque jura que tudo agora é verdade. Via Daniel Menezes


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