
Por Anna Ruth
Inconformado com o resultado da licitação aplicada pelo Ministério da Integração Nacional visando a construção do Eixo Norte das obras de transposição do Rio São Francisco, o consórcio Passarelli anunciou que pretende recorrer judicialmente da decisão. O fato tende a prejudicar ainda mais o Ceará que sonha com as obras para diminuir os riscos e consequências da seca que historicamente tem assolado suas terras.
O Ministério da Integração Nacional declarou o vencedor na sexta-feira 7, escolhendo o consórcio Emsa-Siton construção do Eixo Norte do projeto de transposição do Rio São Francisco – único que falta a ser concluído e que fará as águas chegarem ao território cearense. A empresa escolhida ficou em terceiro lugar na disputa e apresentou um orçamento de R$ 517,917 milhões.
O primeiro colocado, um consórcio formado pela Passarelli, Construcap e PB Engenharia, foi desclassificado por critérios técnicos, embora tivesse apresentado a melhor proposta, de R$ 441,8 milhões, um deságio de 23% em relação ao valor estabelecido pelo governo, de R$ 574 milhões. O segundo colocado, formado por Marquise, Ivaí Engenharia e EIT, foi inabilitado pela mesma razão.
Tão logo soube do resultado, a Passarelli informou que vai acionar a Justiça contra o ministério. “É uma decisão que nos causa indignação. Vamos pedir a suspensão do processo. Iremos apelar a todas as instâncias possíveis”, disse o presidente da empresa, Hugo Passarelli. Na internet, o Ministério da Integração Nacional informou que indeferiu os recursos ingressados pelas demais construtoras e homologou o resultado da licitação. Segundo o informe, a Pasta deve iniciar agora negociações com o consórcio Emsa-Siton para obter condições mais vantajosas.

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