28/01/2017
11:14

Tudo continua como antes no Rio Grande do Norte. Pelo menos nos domínios do Ministério Público Estadual.

Alheio à crise que afeta o País e o estado e que tem causado o atraso no pagamento de salários dos servidores – do Executivo, diga-se de passagem, nunca do MP – a Procuradoria Geral de Justiça teve a coragem e encontrou uma forma rápida e bastante inteligente de ficar abaixo do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal no que diz respeito aos gastos com pagamento de pessoal.

De uma só vez, o MP incluiu 11 promotores e procuradores no Programa de Incentivo à Aposentadoria Voluntária. Gastou R$ 4,9 milhões de um total de R$ 5 milhões reservados para o PIAV em 2016 e aposentou seus integrantes.

Com isso, anunciou que atingiu a meta de ficar abaixo do limite de gastos com pessoal estabelecido pela LRF.

Cada aposentado levou no bolso uma indenização que vai de 263 mil reais a 600 mil reais.

E o Ministério Público ainda divulgou que está dando sua valiosa contribuição ao Erário Público.

Detalhe importante: os senhores promotores e procuradores deixam de figurar no quadro de despesas do MP e passam a constar na folha de inativos do Estado. Ou seja, as aposentadorias generosas serão pagas pelo contribuinte, nesse caso o executivo.

É mole ou quer mais?

Desse jeito, é fácil atingir meta, ficar abaixo do limite da LRF.

No melhor estilo: “Faça o que eu digo mas não faça o que eu faço”.

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Publicado por: Chico Gregorio

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