
Embora não apresente provas, o vereador Marcos Antônio (PSOL) acredita haver discrepâncias entre o número de funcionários terceirizados contratados pela Prefeitura Municipal de Natal para prestar serviço em relação aos que realmente executam os serviços. Para o parlamentar, as empresas cobram por um número muito maior e oferecem uma mão de obra aquém da contratada.
“Se fizer uma auditoria, você vai pegar grande parte desse pessoal que não trabalha. Este fato por ser corroborado pela questão recente da operação Hígia, onde o empresário Anderson Miguel, que até mandaram matar ele, oferecia 220 funcionários no papel, mas trabalhavam cerca de 100. Não estou dizendo que isso continua. Mas os contratos de terceirizações, principalmente nas áreas de saúde e educação, consomem grande parte do orçamento”, aponta o vereador.
Dívidas
As empresas prestadoras de serviços terceirizados têm amargado sérios prejuízos nos últimos meses devido à falta de repasse de verbas dos governos municipal e estadual e ao grande número de ações sem acordos por parte de alguns membros do Ministério Público do Trabalho (MPT).
Pelos levantamentos do Sindicato das Empresas Prestadoras de Serviços e de Locação de Mão de Obra (Sindprest), as dívidas da Prefeitura do Natal e Governo do Estado já ultrapassam a cifra de R$ 50 milhões.

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