Palanque de Allyson Bezerra hoje tem as oligarquias Maia, Alves e FariaCézar Santos*
TÁTICA DE SOBREVIVÊNCIA
Acuado pela Operação Mederi da Polícia Federal, o prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) teve que queimar etapas do seu projeto eleitoral para fazer frente ao desgaste popular.
Hoje, lastreado por cinco partidos, ele se apresentará como pré-candidato a governador no encontro intitulado de “Futuro do RN”, em um hotel de Natal. Esse evento estava programado para os últimos dias do mês de março, quando Allyson renunciaria a Prefeitura de Mossoró para concorrer ao Governo do Rio Grande do Norte.
O barulho da Operação Mederi causou estrago e o fez alterar a rota.
Allyson é consciente do tamanho do problema que tem pela frente. As investigações iniciais apontam para um esquema dentro da gestão municipal que desviou recursos da saúde pública.
Mais grave: o prefeito é colocado pela Polícia Federal no topo da estrutura criminosa, inclusive, revelando que ele recebeu propina de 15% do valor do contrato com empresas investigadas, conforme áudio captado no curso da investigação.
Até aqui, Allyson não se explicou.
Ele optou por explorar manifestação popular, entendendo que a vitimização inibirá o trabalho da Polícia Federal e da Justiça Federal e, dessa forma, a impunidade o absolverá.
O encontro “Futuro do RN” faz parte da estratégia. Estão sendo bancadas caravanas de todas as regiões do estado para superlotar o local do evento.
A ideia é mostrar força, provocar repercussão positiva e explorar a versão de que Allyson é vítima do “sistema” porque os “poderosos” não o querem no poder.
Ele arriscará esse discurso durante o evento mesmo tendo ao seu lado as oligarquias mais poderosas do RN: Maia, Alves e Faria.
É a tática da sobrevivência.

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