
A divulgação de uma pesquisa da consultoria mexicana Áltica Research, sem registro na Justiça Eleitoral, reacendeu o debate sobre o uso político e irregular de levantamentos de opinião em ano eleitoral. O estudo, publicado nas redes sociais, aponta vantagem do senador Flávio Bolsonaro sobre o presidente Lula em um eventual segundo turno, apesar de a legislação exigir o prévio registro no TSE como mecanismo de transparência e fiscalização.
Além das fragilidades legais e metodológicas, o principal dano já está consumado: uma vez divulgados, os números passam a integrar o imaginário político e a disputa de narrativas, independentemente de sua confiabilidade.
Mesmo que a pesquisa venha a ser contestada ou punida posteriormente, o impacto sobre a percepção pública e sobre o jogo eleitoral é irreversível, evidenciando como a divulgação irregular de levantamentos de opinião produz um prejuízo que nenhuma sanção posterior é capaz de reparar.
Fonte: O Globo
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