Por Fabiano Mendonça*
A ignorância tem cor de roupa e de pele, a ignorância tem CPF, profissão e conta no banco, a ignorância tem dinheiro. Quem cresceu no Brasil sabe de que ignorância eu falo. São os ignorantes por opção, que se deslumbram em sua vida fraca com os prazeres e poderes momentâneos do luxo. E isso esvazia tanto que sempre procuram por mais.
Isso não seria problema meu nem seu, não fosse o fato de que nesse caminho, pisam, prejudicam e machucam tudo que está ao redor. Um patinado que agride sem nem passar recibo, sem empatia, sem nobreza.
Já antevejo o escárnio de respostas prepotentes e arrogantes, as carteiradas de quem não se garante, as desculpas esdrúxulas.
Pelo que foi apontado na imprensa, um adolescente trajou, numa festa de formatura, um uniforme militar aparentemente da infame SS (de SchutzStaffe, ou equipe de proteção), um grupo paramilitar que cuidava da guarda pessoal do Führer (a melhor tradução seria Líder, mas muitos usam a palavra Mito). A SS, sob o comando de Himmler, supervisionou o extermínio de todos aqueles que foram descartados pelo Nazismo. Portanto, qual o motivo para essa “fantasia” num momento de festa? Não se pode imaginar uma explicação sem pensar mal de alguém.
Como se sabe, “preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional” é crime no Brasil (artigo 20 da Lei 7716/89), seja praticando, induzindo ou incitando-o. Portanto, ostentar a farda erdgrau (cinza terroso) é por si um ato de exaltação ao maior símbolo de ato de preconceito de todos os tipos ao mesmo tempo, no mundo. E, mais, esse uniforme da cruz de ferro não tem de maneira vibrante uma suástica (também chamada cruz gamada) no braço, como era comum. Sabe por que? Por que isso era tão integrado em sua simbologia que foi substituído por uma águia carregando o que? Uma suástica, sobre o peito direito. Um símbolo místico adotado por Hitler.


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