08/12/2025
07:55

Os atos nacionais contra o feminicídio, realizados no último domingo, reuniram milhares de pessoas em várias capitais do país — mas foram marcados por uma ausência estrondosa: a da direita brasileira. Embora a pauta seja universal e atravesse todas as classes, religiões e ideologias, o campo conservador praticamente não esteve presente. A mobilização ficou, mais uma vez, quase inteiramente nas mãos de grupos progressistas, movimentos feministas e setores da esquerda, que historicamente encampam o enfrentamento à violência contra mulheres.

A ausência da direita não é trivial; ela expõe um déficit profundo de compromisso público com uma agenda que deveria ser de toda a sociedade. Ao recusar-se a ocupar esse espaço comum — talvez por cálculo político, talvez por rejeição às vozes tradicionalmente associadas ao tema —, setores conservadores deixam escapar a chance de demonstrar responsabilidade social e sensibilidade humana. Enquanto isso, o feminicídio segue crescendo, e o Brasil permanece esperando que todos os seus atores políticos tratem o problema com a seriedade e a amplitude que ele exige.

 

Publicado por: Chico Gregorio

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