
O senador Rogério Marinho (PL) é uma contradição ambulante e não faço aqui uma referência a metamorfose entre o político iniciado na social-democracia de Wilma de Faria no Rio Grande do Norte com estágio na direita moderada do PSDB até chegar a extrema direita representada no país pelo bolsonarismo.
Aqui retrato fatos recentes da vida pública do senador.
Marinho tem tentado deslegitimar a atuação de Alexandre de Moraes como relator do julgamento que levou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a ser condenado a 27 anos de prisão por golpe de estado.
Marinho alega que Moraes não pode ser juiz, investigador e vítima de um processo. Mas o mesmo Marinho fez questão de integrar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS que investiga as fraudes nos pagamentos da aposentadoria que alcança o período em que ele foi secretário nacional da previdência na primeira metade do governo Bolsonaro.
Marinho faz o que julga ser um absurdo na conduta de Moraes.
Mas não para por aí.
Dia sim, dia também ele vive condenado a censura, mas não pensa duas vezes em processar jornalistas quando se sente prejudicado. Há dez dias ele foi grosseiro com a Andrea Sadi porque não gostou dos questionamentos da jornalista global.
Para encerrar, Marinho esculacha o Supremo Tribunal Federal (STF) com frequência, mas esse mesmo STF foi bastante benevolente com ele em um processo em que chegou a ser condenado por manter servidores fantasmas quando presidiu a Câmara Municipal de Natal.
Marinho tem uma postura incompatível com o que prega.

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