
Confesso que tinha a impressão de que Paulinho Freire seria mais comedido do que Álvaro Dias na prefeitura de Natal. O ex-presidente da Assembleia, que encheu aquela casa com sua parentela no já histórico trem da alegria, é dado a determinados arrojos provincianos questionáveis. Na pandemia, brincou de receitar ivermectina em rádios da cidade, por exemplo. Tanto não acreditava naquele placebo eleitoral, que ele distribuiu junto com outras ações que levaram parte dos natalenses a acreditar que poderiam ir para a rua – e de lá efetivamente foram para o caixão -, que na primeira oportunidade tentou furar a fila da vacinação. O fato é que sobre Paulinho Freire errei redondamente.
Ele vem tendo a iniciativa de trocar fornecedores poderosos e históricos da cidade, colocando no lugar gente desconhecida, desconectada das elites e, alguns casos, até inexperiente. Álvaro Dias sabia o que podia fazer, mas ele não desafiava os poderes alheios assim gratuitamente – uma certa lógica conformista – e muito menos abria diversas frentes de ataque como vem fazendo Paulinho Freire.

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