
Robson Pires.
Nos bastidores da política potiguar, um nome tem surgido com discrição, mas despertando comparações históricas: Cadu Xavier. Pré-candidato ao governo do RN, ele começa a ser visto por alguns analistas como o possível “Aldo Tinoco” da eleição de 2026.
Em 1992, poucos apostavam em Tinoco para a Prefeitura de Natal. Sem estrutura, sem máquina e com baixíssima expectativa nas pesquisas, ele venceu — para surpresa geral. Agora, a lembrança volta à tona quando se observa a trajetória de Cadu: subestimado pelos caciques, sem grandes padrinhos políticos e com discurso voltado à renovação.
Ainda é cedo para cravar favoritismos, mas nos corredores da política estadual, cresce a percepção de que o eleitor potiguar pode novamente optar pelo inesperado. E como mostrou Aldo, urna não respeita palpite.
Do blog CG;
Veja parte entrevista de Cadu Xavier na 98 FM de Natal.
O atual secretário da Fazenda do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), afirmou que se considera “a pessoa mais capacitada” para governar o Estado a partir de 2026. Procurado pela reportagem da 98 FM, o auditor fiscal com 20 anos de carreira afirmou que não sonhava com a possibilidade, mas que, diante dos desafios enfrentados na gestão pública, sente-se pronto para a missão.
“Não foi a mosca azul que me picou. É a motivação de enfrentar problemas reais, como o déficit da Previdência, a crise de pessoal, o reequilíbrio fiscal e a modernização do Estado”, afirmou. Xavier destacou que sua pré-candidatura surge não por vaidade, mas como reconhecimento técnico pelo trabalho realizado na gestão da governadora Fátima Bezerra (PT), que o escolheu como sucessor e pré-candidata ao Senado.
Desde a transição de governo em 2018, Cadu tem desempenhado papel central nas áreas fiscal e tributária. Inicialmente à frente da Secretaria de Tributação, ele passou a comandar a nova Secretaria de Fazenda, que unificou Tributação e Finanças, fortalecendo a articulação de investimentos e a gestão financeira do Estado.
Segundo o secretário, o maior desafio atual do Rio Grande do Norte é o elevado comprometimento da folha de pagamento com as receitas do Estado. Ele ressalta que o RN lidera esse índice no país e defende uma trajetória de contenção e reestruturação fiscal. “Não há solução mágica. É matemática. Precisamos conter o crescimento da despesa e ampliar a receita com crescimento econômico, sem aumento de impostos”, explicou.
Cadu citou como medida estruturante a política aprovada no governo Fátima que limita o crescimento da folha salarial a 80% do crescimento da receita. Para ele, essa iniciativa pode garantir uma folga fiscal progressiva e permitir que o Estado retome a capacidade de investimento nos próximos anos.
O pré-candidato reconheceu o desafio de se tornar mais conhecido do eleitorado potiguar, mas disse que pesquisas internas indicam boa receptividade. “Temos pesquisas internas que nos animam. O acolhimento que recebo da militância do PT, dos aliados e da população nas agendas que participo é muito positivo. Estou batendo escanteio e cabeceando, conciliando a gestão com a construção de um projeto político”, afirmou.

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