
O PSDB caminha para perder o comando de seu último governo estadual com a iminente saída de Eduardo Riedel, governador de Mato Grosso do Sul, rumo ao PP. A informação foi publicada pelo jornal O Globo neste domingo (25). A articulação é liderada pela senadora Tereza Cristina (PP-MS) e representa mais um golpe na já combalida legenda tucana, que vive um processo acelerado de esvaziamento político desde as eleições de 2018.
Com a possível filiação de Riedel ao PP, o PSDB deixará de comandar qualquer estado brasileiro — um símbolo forte da decadência de um partido que, por duas décadas, protagonizou a política nacional, ocupou a Presidência da República, governou os principais estados do país e foi referência da centro-direita. A saída de Riedel se soma aos movimentos recentes dos governadores Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Raquel Lyra, de Pernambuco, que também já ensaiam distanciamento ou ruptura com a legenda.
PP e PL articulam redistribuição de forças
A movimentação no Mato Grosso do Sul envolve não só a ida de Riedel ao PP, mas também a migração de seus principais aliados ao PL, legenda comandada por Valdemar Costa Neto e alinhada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O ex-governador Reinaldo Azambuja e o deputado federal Beto Pereira estão entre os nomes que devem deixar o PSDB para ingressar no PL, como parte de uma engenharia política que busca contemplar ambas as siglas no projeto eleitoral de 2026.

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