04/09/2020
07:56

O presidente da Federação da Indústria do Rio Grande do Norte (Fiern), Amaro Sales, publicou quarta-feira, 2, no site da entidade na internet, um artigo defendendo a entrada de novas empresas no negócio de produção de petróleo e gás no estado com a saída da Petrobras dos chamados campos maduros.

É uma volta completa de 360 graus em relação ao que o dirigente dizia há um ano, quando a estatal anunciou o fechamento de seu escritório em Natal para agosto de 2020, provocando reações ácidas por parte da governadora Fátima Bezerra e do senador Jean Paul Prates, que duram até agora.

Naquela ocasião, Amaro conclamou, em artigo publicado no dia 30 de setembro de 2019: “Precisamos de todos para que a causa seja elevada à prioridade máxima e o Rio Grande do Norte vai contar com a atividade econômica e social da Petrobras, a maior empresa brasileira, construída assim também porque contou, durante décadas, com as riquezas minerais do solo potiguar”.

No artigo publicado nesta terça-feira, o presidente da Fiern se manifestou sobre o mesmo tema, mas com uma abordagem diametralmente oposta:

“A Petrobras já não é mais a mesma há muitos anos e, por diferentes razões, a maioria conhece o diagnóstico de reposicionamento da empresa. O Rio Grande do Norte era muito dependente daquela empresa e, em torno dela, estruturou uma bem articulada cadeia de produtos e serviços. O mundo mudou, os negócios também e não seria diferente com o segmento de petróleo e gás”.

 

Publicado por: Chico Gregorio

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