23/06/2020
07:38

Em novo livro, lançado nesta 2ª feira (22.jun.2020), o ex-conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos John Bolton conta que o ministro Fernando Azevedo (Defesa) previu a queda de Nicolás Maduro em 2019.

No entanto, o ditador venezuelano segue firme e forte no poder e já começa a ensaiar uma reaproximação com o presidente norte-americano Donald Trump.

Em 570 páginas, há 11 menções ao Brasil no livro e apenas duas ao presidente Jair Bolsonaro. “Na manhã de 28 de novembro, voei de Andrews para o Rio de Janeiro para ver o recém-eleito presidente brasileiro Jair Bolsonaro”, escreve Bolton, sem dar mais detalhes sobre o anfitrião.

No livro, Bolton diz que o Brasil desempenha 1 papel “complementar” na tentativa dos EUA para derrubar Maduro: o governo norte-americano utilizaria as fronteiras brasileiras como portas de entrada para o país vizinho.

Segundo o ex-funcionário de Donald Trump, o objetivo da manobra política era mostrar duas coisas: que a oposição venezuelana liderada por Juan Guaidó estava preocupada com o povo e que Maduro não controlava as fronteiras.

No entanto, Bolton reconhece que a Casa Branca obteve resultados fracos –mal conseguiram atravessar a fronteira com o Brasil– e expressou sua “decepção” pelo baixo número de militares que deixaram de apoiar o ditador venezuelano.

TRUMP & CHINA

Em relação à China, Bolton diz que as sanções dos EUA contra a Huawei fazem parte de uma guerra comercial entre Donald Trump e o país asiático.

O ex-assessor relata, ainda, 1 episódio em que Trump teria dito ao presidente chinês, Xi Jinping, que não se importa com a possível criação de campos de concentração para muçulmanos em território chinês.

EUA X RÚSSIA

Em outra passagem, o ex-conselheiro conta que temia que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, “conseguisse o que quisesse” com Trump quando os mandatários estivessem sozinhos a portas fechadas.

Depois que Washington aplicou sanções ao país eurasiático pelo envenenamento do ex-espião russo Sergei Skripal no Reino Unido, Trump teria mandado o secretário de Estado, Mike Pompeo, ligar para o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, e se assegurar que o Kremlin soubesse que a ideia não partiu de Trump.

TRUMP X MÍDIA 

Ainda segundo Bolton, Trump acreditava que poderia impedir vazamentos da Casa Branca colocando jornalistas na prisão até que confessem suas fontes. É 1 dos “lances legais favoritos de Trump”, escreve Bolton. “Só então os vazamentos parariam.”

Bolton relembra que Trump disse a 1 dos advogados da Casa Branca para consultar o procurador-geral sobre essa ideia. “Essas pessoas devem ser executadas. Eles são desprezíveis”, disse Trump, de acordo com Bolton.

Em entrevista, a porta-voz da Casa Branca, Kayleigh McEnany, acusou Bolton de “colocar o serviço de inteligência norte-americano em xeque” para “se promover”.

PODER 360

Publicado por: Chico Gregorio

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