por Conceição Lemes
O Jornal Nacional desta noite mostrou que um assessor do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, agora senador eleito, recolheu mais de R$ 86 mil em dinheiro público como funcionário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, a Alerj, embora tenha passado metade do tempo em Portugal.
É um novo indício de que funcionários podem ter sido contratados sem trabalhar repassando parte do dinheiro para a família Bolsonaro.
Wellington Sérvulo Romano da Silva é tenente-coronel da Polícia Militar do Rio. Trabalhou duas vezes com Flávio. Primeiro como assessor da vice-liderança do PP, partido ao qual o deputado pertencia em 2015, depois no gabinete do filho do presidente eleito.
De acordo com o JN, a “Alerj informou que, durante todo o período em que ele esteve na casa, nunca tirou licença. Em um ano e quatro meses em que trabalhou para Flávio, Wellington ficou fora do país por 248 dias — a metade do período”.
Como o salário de Wellington, com gratificações, era de R$ 5.400,00 mensais, isso significa que ele recebeu sem trabalhar R$ 43.200,00. No total, foram R$ 86.400,00.
Wellington está na lista de nove assessores e ex-assessores de Flávio e Jair Bolsonaro que repassaram dinheiro para a conta de Fabrício Queiroz, motorista de Flávio Bolsonaro. Foram R$ 1.800,00.

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