
Irretocável o editorial escrito por JOSIAS DE SOUZA sobre Neymar:
O gênio nasce gênio, não é ensinado. Neymar é um desses personagens cujo dom se manifesta desde a primeira mamada. Veio ao mundo com aquele raro talento que faz os craques convencionais parecerem penas-de-pau. Para ele, o drible é fácil, a classe é natural. O gol, uma rotina. É assim desde as divisões de base do Santos. Pois bem. De um gênio espera-se genialidade, não choramingos.
Uma das características do gênio genuíno é que ele jamais se deixa estragar pelo sucesso. O êxito de Neymar é tão retumbante que acostumou mal o brasileiro. O sujeito senta na arquibancada ou defronte da tevê na expectativa de que o gênio faça com os pés o que Michelangelo fazia com as mãos: arte. Quando ela não vem, a decepção é brutal e automática. A crítica, inevitável.

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