09/06/2018
08:36

Documentos em poder da Polícia Federal comprovam o uso de dinheiro vivo no pagamento da reforma da casa de Maristela Temer, filha do presidente Michel Temer. Um depoimento de um fornecedor liga um depósito de R$ 56.500,00 em espécie a um contrato assinado por Maristela. E um extrato bancário mostra que esse depósito de fato ocorreu conforme o contrato acordado.O valor seria a primeira parcela de uma prestação de serviço para a obra no imóvel dela, em São Paulo.

O mesmo depoimento afirma que o pagamento em espécie ocorreu a pedido da arquiteta Maria Rita Fratezi, mulher do coronel João Baptista Lima Filho, amigo do presidente e suspeito de ser intermediário de propinas para o emedebista.

Os papéis foram entregues à PF por Antonio Carlos Pinto Júnior, que prestou depoimento no dia 29 de maio. A Folha teve acesso ao material.

Sua empresa, Qualifac, Fac Comércio de Acabamentos Ltda, foi um dos fornecedores da obra de Maristela.

A reforma é investigada pela PF sob a suspeita de que o presidente tenha lavado dinheiro de propina com reformas em imóveis de familiares e em transações imobiliárias em nomes de terceiros, na tentativa de ocultar bens. Temer nega as suspeitas.

Entre os papéis entregues pelo fornecedor está o contrato de prestação de serviço entre a empresa e Maristela. Ela assina o documento ao lado de Pinto Júnior.

No cabeçalho do orçamento aparece o nome da mulher do coronel.

 

Publicado por: Chico Gregorio

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