Num dia, apareceu em todos os telejornais locais e até mesmo em redes nacionais, com longas entrevistas, anunciando pomposamente que a paralisação dos policiais militares não tinha natureza de greve, nem ocorria apenas à vista do atraso no pagamento dos seus vencimentos, mas decorria da mais absoluta falta de condições para o exercício da atividade própria de polícia. Faltavam viaturas, coletes e até balas. Não foi assim?
Pois bem.
No outro dia, depois de o governo depositar o dinheiro de novembro e ajustar pagamentos futuros, sem abertura de processo contra ninguém, todas as demais causas que “impediam” as saídas dos quartéis foram jogadas às favas.
Então, em nome da necesidade imediata da sociedade, todos voltaram às ruas.
Mas como, seu Paulo Coutinho? Sem carros? Sem coletes? Sem balas? Vão se bater contra bandidos armados e perigosos desse jeito?
Como o senhor explica? Os repórteres já foram lhe indagar sobre isso?


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