O deputado federal e pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSC-RJ) nomeou sua atual mulher, Michelle, para exercer cargo em seu gabinete na Câmara no ano de 2007 e só a exonerou depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) editar súmula que vedou o nepotismo. O GLOBO já tinha mostrado no domingo que Bolsonaro e seus filhos empregaram nos últimos 20 anos uma de suas ex-mulheres, Ana Cristina, a irmã dela, Andrea, e o pai delas, José Cândido Procópio. Andrea continua lotada até hoje no gabinete do deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSC-RJ). Um dos filhos do parlamentar, o hoje deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), também foi empregado em seu gabinete.
A informação sobre a nomeação da atual mulher foi publicada pela “Folha de S.Paulo”. O GLOBO confirmou a informação por meio de pesquisa em boletins administrativos da Câmara. Michelle foi nomeada no gabinete de Bolsonaro em 18 de setembro de 2007. Os dois já tinham um relacionamento à época. A exoneração veio em 3 de novembro de 2008, com efeitos administrativos a partir de 31 de outubro daquele ano. Em 29 de agosto de 2008 o Supremo editou a súmula que tratou do nepotismo, vedando a contratação de parentes até terceiro grau.

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