11/08/2016
08:47

Com receio de que Cunha possa atrapalhar o impeachment, presidente interino Michel Temer atuou para adiar a votação da cassação do peemedebista

Cunha e Temer Antonio Cruz Agência Brasil

Temer e Cunha conversando

Por: Agência Brasil

Depois de uma operação do Palácio do Planalto, PSDB, DEM e PSB – antiga oposição –concordaram em votar o processo de cassação do mandato de deputado de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) somente após o julgamento final do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Em virtude da mudança de posição, Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, disse a parlamentares que a sessão ocorrerá entre 12 e 16 de setembro.

Com receio de que Cunha possa atrapalhar o impeachment caso perca o mandato antes, o governo do presidente interino Michel Temer atuou para adiar a votação da cassação do peemedebista. O Palácio do Planalto teme que o deputado afastado saia “atirando” contra membros do governo, o que poderia “tumultuar” a votação final do impeachment, com data prevista para o fim de agosto e começo de setembro. O argumento já era defendido pelo Centrão – grupo de partidos da base liderados por PP, PSD e PTB – mas enfrentava resistência no PSDB e no DEM.

Durante café da manhã nessa terça-feira (9) o discurso único da base foi acertado entre Maia e líderes do Centrão e da antiga oposição. O encontro aconteceu na residência oficial da presidência da Câmara, marcando assim, a primeira reunião do presidente da Casa com líderes partidários no local.

Publicado por: Chico Gregorio

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