A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (21) uma operação para combater um esquema de lavagem de dinheiro em Pernambuco e Goiás que teria movimentado cerca de R$ 600 milhões nos últimos seis anos. Suspeita-se que as contas investigadas tenham sido usadas para pagar propina a políticos e fazer “caixa dois” de empreiteiras.

“A PF constatou que essas empresas eram de fachada, constituídas em nome de “laranjas”, e que realizavam diversas transações entre si e com outras empresas fantasmas, inclusive com algumas empresas investigadas no bojo da Operação Lava Jato”, informou a Polícia Federal.

Batizada de Turbulência, a operação prendeu os empresários João Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho, Eduardo Freire Bezerra Leite e Apolo Santana Vieira, donos do avião que caiu com o ex-governador pernambucano Eduardo Campos durante a campanha presidencial de 2014. A investigação começou depois que a PF descobriu operações suspeitas nas contas de empresas envolvidas na compra dessa aeronave, um Cessna Citation.

Também foi detido Arthur Roberto Lapa Rosal; um quinto suspeito está foragido, segundo a TV Globo. Todos os presos serão levados para a sede da Polícia Federal no Recife.

Eles poderão responder por participação em esquema criminoso, organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Além das prisões, foram cumpridos 22 mandados de condução coercitiva e 33 de busca e apreensão em Pernambuco e Goiás.