Conhecida com a praia dos mossoroenses, Tibau tem sua população ampliada de 4 mil para cerca de 80 mil habitantes nesse período do ano. Mas, o que é a diversão de muitos, passa a ser a dor de cabeça para tantos outros.
Os outros, no caso, são os moradores da cidade, que não estão nada acostumados com o barulho ensurdecedor dos famosos e temidos paredões de som.
O MOSSORÓ HOJE foi até o município de Tibau e ouviu vários moradores sobre o assunto, que divide opiniões.
De acordo com a gari Josélia Pereira, todos os anos acontece o mesmo. Segundo ela, em determinados momentos o barulho é tão ensurdecedor que é preciso chamar a Polícia Ambiental.
“Aqui na minha rua, tem uns que gostam de colocar o som bem alto, ano passado tive que chamar a Ambiental, acho muita falta de respeito com o povo”, relata a moradora.
Josélia conta que às vezes conta com o bom senso dos veranistas, porém, nem sempre consegue convencê-los.
“Tem uns que a gente pede pra baixar e baixam, mas tem uns que não, eles pensam somos obrigados a ouvir tudo que eles ouvem naquele volume”, finaliza.
O mesmo acontece com a aposentada Dona Dudu, que mora próximo ao Arena, onde são realizados os shows da cidade.
Dudu confessa que houve dias em que não conseguia nem dormir. “Eu colocava o travesseiro na cabeça, tapando os ouvidos, mesmo assim não adiantava”, diz.
“Esse ano, ainda não está muito barulho, porque o povo ainda está chegando. Mas, sempre tem. Não dá pra controlar o barulho. Quando a polícia chegar para apreender um paredão, já tem outro ali. Quem vem para cá pra descansar, não consegue “, afirma aposentada.
Assim como Josélia, Dona Dudu afirma que houve situações em que pediu para diminuírem o volume, mas sem sucesso. “Se a gente for pedir para baixar, ficam com raiva da gente”.
Para a autônoma Jucilene Barbosa, o problema é o mesmo. Mãe de uma menina de dois anos e um menino de nove, ela relata que tem dificuldades em colocar os filhos para dormir.
“Ano passado foi horrível, o pessoal que alugou a casa vizinha colocava o som alto. Pedimos para baixar e não baixavam”, conta.
O pior, segundo Jucilene, é que o som é principalmente à noite. “Passo o dia trabalhando, chego à noite cansada, querendo dormir, e é o momento em que o som está mais alto”, afirma a autônoma que vende doces e salgados.
No entanto, há um contraponto nesta história. Jucilene afirma que mesmo com o barulho, não pode reclamar porque esse é período em que ela mais vende.
“É quando tem mais gente, que eu vendo mais. Então, nem posso reclamar” diz ela.
Outros comerciantes que conversaram com o MOSSORÓ HOJE afirmam que a poluição sonora acarretada pelo momento festivo traz benefícios para o município, no sentido de atrair turistas.
Para Eduardo Crispim, dono de uma loja de roupas no Centro de Tibau, o barulho é uma das consequências do período de veraneio.

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