O congresso da Fundação Ulysses Guimarães, do PMDB, realizado nesta terça-feira (17), em Brasília, virou palanque para a ala oposicionista do PMDB. O governo Dilma e o PT foram os principais alvos dos peemedebistas. A maioria dos discursos feitos por lideranças partidárias de todo o país defendeu o rompimento imediato da aliança com o Partido dos Trabalhadores e o lançamento de candidatura própria para 2018. As críticas também foram dirigidas ao conjunto de medidas econômicas proposto em outubro pelo vice-presidente da República, Michel Temer.

Alguns peemedebistas, inclusive parlamentares, defenderam abertamente o impeachment da presidente Dilma Rousseff e sua substituição por Temer. “Nós achamos que do jeito que está não dá e achamos que o Michel Temer está preparado para assumir o pós-impeachment da Dilma Rousseff”, disse. “Se não houver essa mudança em quatro, cinco ou até seis meses, o país vai piorar. Ou vocês acreditam em mudanças com o sistema que está no Palácio do Planalto?”, indagou o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS).
O deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) disse que o PMDB é usado como laranja pelo PT. “Chupa e joga fora o bagaço”, comparou. “A crítica não tem de ser para o PT, mas para o nosso PMDB. Quando a gente muito abaixa, o rabo aparece. É isso que estamos fazendo neste governo do PT”, emendou o baiano, que chamou o PT de “partido da boquinha” – termo empregado diversas vezes em relação ao PMDB.

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