O inacreditável rompimento, ainda em início de mandato, marcou a rápida passagem do então vice-governador, Robinson Faria, pelo grupo de sustentação de Rosalba Ciarlini.
Estamos em 2011. Robinson assume a condição de governador em exercício, em decorrência da viagem de Rosalba Ciarlini. O que faz um governador em exercício? Governa.
Ocorre que o marido da governadora, Carlos Augusto Rosado, fez biquinho. Por certo porque queria que Robinson ficasse escondido na sala da governadoria. O bruxo ravengar, como era chamado pelos bajuladores, se chateou por visita feita por Robinson em alguns presídios, que enfrentavam grande crise.
Carlos Augusto Rosado, em tom megalomaníaco, fez questão de externar sua insatisfação e dinamitar uma ponte importante, criando uma interação política insustentável. Com isso, Robinson Faria, que havia conversado com a então governadora para migrar para o PSD, rompeu.
O resto da história vocês já sabem. Rosalba Ciarlini governou, sendo tutelada, de mãos atadas e com direito a corda judicial no pescoço pelo PMDB e o PR, derrotados em 2010 por ela, por quase quatro anos. E o pessedista, desenganado pelos adversários por três longos anos, chegou ao cargo máximo do executivo estadual em 2014.
A atual gestão mostra, nesse sentido, uma diferença gritante. Enquanto o governador, Robinson Faria, atrai negócios turísticos para o RN fora do Brasil, Ezequiel Ferreira, presidente da assembleia, desempenha bem a condição de governador provisória. Sem rusgas, besteiras e ciumeiras. Apenas parceria.
Hoje, Fábio Faria recepcionou Ezequiel em Brasília. Os dois rumaram ao palácio do planalto. Objetivo: expor a situação da terrível seca que o RN enfrenta. É ou não diferente?
O potiguar.


0 Comentários