15/01/2019
09:14

Nas Forças Armadas e nas forças militares em geral, o bordão “missão dada é missão cumprida” traz bem mais do que o respeito à hierarquia. Remete também à responsabilidade, à eficácia e ao senso de entrega que emana de uma formação baseada na ordem e na disciplina. Há orgulho no cumprimento da missão, mesmo que a elevados custos pessoais, inclusive o maior deles: a vida. Não há como negar, trata-se de uma profissão diferente que deve, portanto, ser tratada de forma distinta. Mas diferente não pode ser sinônimo de intocável, muito menos de garantia de privilégios injustificáveis.

O déficit dos militares é o que mais cresce dentro do nosso grande déficit previdenciário que hoje pressiona as contas públicas e consome recursos que deveriam ajudar a aliviar as nossas mazelas sociais. Foram R$ 36 bilhões em 2017 e, estima-se, mais de R$ 40 bilhões em 2018. A despesa previdenciária anual total com os militares ultrapassa os R$ 42 bilhões. Isso equivale a mais de 50% do orçamento da Defesa Nacional, limitando os necessários e urgentes investimentos em tecnologia da informação, inteligência artificial, dados, e também restringindo o realinhamento da remuneração dos militares ativos.

Como todo o nosso problema previdenciário, aqui também a questão vai além das contas públicas e resvala nos princípios de justiça social. Para um país em que a maior parte da população ganha um salário mínimo ao se aposentar – e depende de um Estado que gasta com a Previdência mais do que gasta com educação, saúde e segurança juntos, não há porque não rever regras que geram benefícios que superam em 10 vezes esse valor, sem o devido equilíbrio nas contribuições.

Muito além do déficit crescente, há ali critérios que fazem multiplicar o problema. Atualmente, mais da metade dos militares se aposenta antes dos 50 anos de idade. Além disso, fazem jus e acumulam pensões com base em regras indefensáveis nos dias de hoje. Não fossem esses argumentos suficientes, há ainda um outro: as regras dos militares vinculam o regime especial de Previdência das policiais e bombeiros militares nos Estados, outra grande fonte de desequilíbrio fiscal dos entes subnacionais.

O problema do déficit da Previdência nos Estados não é diferente do da União – senão mais grave. Ao analisarmos as regras locais, em particular a dos militares, percebe-se que também aqui o desequilíbrio é grande e os privilégios estão extrapolados. A aposentadoria, além de precoce, gera distorções tão graves como a do Rio de Janeiro onde, para cada coronel ativo da Polícia Militar e dos bombeiros, tem-se 5 aposentados de igual patente. Em números de 2016, eram 230 coronéis na ativa e 1.045 aposentados que recebiam o equivalente a 11% do gasto previdenciário de todo o Estado com militares inativos.

Além disso, a prática recorrente de se conceder aposentadorias equivalentes não à patente corrente, mas sim à patente diretamente superior à do militar que se aposenta, gera um ônus adicional. Descola-se ainda mais o benefício recebido das contribuições feitas ao longo da vida. Não é coincidência, portanto, que é a categoria militar a que responde por cerca de 30% do déficit previdenciário nos Estados, conforme mostra o trabalho que Paulo Tafner e Arminio Fraga publicaram recentemente.

Mas estamos às vésperas de conhecer a proposta de reforma do novo governo. Governo que, por meio do voto, o mais poderoso instrumento de legitimidade, recebe a missão de melhorar o Brasil. Missão essa que exige que ele seja capaz de reduzir as enormes injustiças sociais que assolam nosso País e que hoje alijam de oportunidades a grande maioria da população.

Manter o atual regime previdenciário significa, muito além do que quebrar o Brasil, reforçar a condição de pobreza de milhares de brasileiros que dependem do Estado. E isso vale, em particular, para o regime previdenciário dos militares e das forças militares estaduais. O governo recém-eleito, com tantos militares tão bem preparados nos mais altos escalões, é o que poderá, muito mais do que qualquer outro, se valer do seu bordão para cumprir a missão que lhe foi dada pelo povo brasileiro.

  • Ana Carla Abrão é ECONOMISTA E SÓCIA DA CONSULTORIA OLIVER WYMAN

Publicado por: Chico Gregorio


15/01/2019
09:13

Nathalia Queiroz (à esq.) com a atriz Bruna Marquezine e o personal trainer Chico Salgado
Nathalia Queiroz (à esq.) com a atriz Bruna Marquezine e o personal trainer Chico Salgado | Reprodução do Instagram

 

Araruama costuma se orgulhar da hospitalidade com os turistas. Não é só com eles. Depois da eleição de 2018, o município da Região dos Lagos ofereceu um exílio remunerado à personal trainer Nathalia de Melo Queiroz. Ela é filha de Fabrício Queiroz, o motorista que virou um problema para a família Bolsonaro.

Nathalia foi exonerada do gabinete de Jair Bolsonaro em 15 de outubro, quando o pai já era investigado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras. Duas semanas depois, ganhou um cargo de assessora especial da prefeita Lívia de Chiquinho (PDT).

A personal continuou a morar na capital fluminense, a 108 km de Araruama. A secretária da prefeita, Angela Barreira, disse que nunca a encontrou no local de trabalho. “Parece que ela era meio ruim de serviço. Como eu nunca vi, não posso dizer”, desculpou-se.

Morar longe não era problema, disse Cláudio Márcio Teixeira Motta, assessor estratégico da prefeitura. Ele definiu a filha de Queiroz como “pau para toda obra”. Quando pedi que fosse mais específico, afirmou que ela recebia para representar a prefeitura na Assembleia Legislativa e “escrever alguma coisa nas redes sociais”.

Motta disse que Nathalia ganhava “cerca de mil reais”. Ele ironizou a suspeita de que ela recebia como funcionária fantasma. A personal costumava postar fotos na academia de ginástica em horário comercial. “Se entre uma coisa e outra ela encontrava o namorado, ia ao Bob’s, não tenho nada com isso”, disse. “Nunca precisei de personal, mas até que seria bem-vindo”, gracejou.

A filha de Queiroz é citada no relatório do Coaf porque transferiu R$ 97 mil para as contas do pai. Na época, os dois estavam lotados no gabinete do senador eleito Flávio Bolsonaro. Na terça passada, ela faltou a um depoimento ao Ministério Público do Rio.

Nathalia foi exonerada da prefeitura em 7 de dezembro, um dia depois de o jornal “O Estado de S. Paulo” revelar a investigação sobre o motorista. A secretária da prefeita disse que “coincidências acontecem”. O assessor Motta admitiu que houve mais do que isso. “Ela pediu as contas. Pode ter sido a pressão”, disse. A defesa de Queiroz não se manifestou até a conclusão da coluna.

O GLOBO

Publicado por: Chico Gregorio


15/01/2019
09:11

 

Miguel Gutiérrez / Agência EFE
É a segunda vez em poucos dias que Maduro responsabiliza a oposição por problemas de seu governo

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, voltou a usar uma retórica agressiva nesta segunda-feira, 14, contra a oposição. “Castigaremos com mão de ferro a traição de funcionários públicos”, disse Maduro ao comentar a ação de membros do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin), que no fim de semana prenderam o deputado opositor Juan Guaidó.

Em pronunciamento na Assembleia Constituinte – que desde 2017 assumiu a competência legislativa do Parlamento controlado pela oposição, Maduro afirmou que a prisão de Guaidó, no fim de semana, foi um “conluio” entre agentes do Sebin e dissidentes opositores para prejudicá-lo.

“Que coincidência”, ironizou Maduro. “Uma câmera que grava o exato momento em que o deputado foi detido. Muito estranho!” Ainda de acordo com ele, os agentes envolvidos já foram afastados. “É assim que vou atuar contra qualquer funcionário que traia seu dever.”

É a segunda vez em poucos dias que Maduro responsabiliza a oposição por problemas de seu governo. No sábado, 12, o Hospital Universitário de Caracas ficou sem luz por várias horas e dois pacientes morreram. O presidente disse que o blecaute foi obra de “um ataque terrorista a mando da oposição”. Especialistas do setor, no entanto, dizem que os apagões resultam da falta de investimento em infraestrutura no setor elétrico.

‘Hitler’

No discurso desta segunda-feira, Maduro voltou a condenar os líderes regionais que o criticam e chamou o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, de “Hitler dos tempos modernos”. Na semana passada, ele já tinha chamado Bolsonaro de “fascista”.

Além da retórica agressiva, Maduro prometeu também resolver a crise que afeta a Venezuela desde o início de seu governo, em 2013. “Vou dar uma sacudida completa nas empresas estatais. Uma sacudida organizacional, política e econômica”, prometeu. “Elas têm de estar a serviço do país, não da corrupção.”

O líder bolivariano reconheceu que a corrupção é um dos principais problemas da Venezuela. “Há de se fazer uma retificação histórica da revolução bolivariana. Mas não vamos privatizar nada”, afirmou. “Não sou ator, nem neoliberal, mas também não sou nenhum burro.”

Nesta segunda, embora não tenha anunciado nenhuma medida nova, Maduro decretou mais um aumento do salário mínimo, desta vez de 300%. Assim, o salário passou de 4.500 para 18 mil bolívares (de 4,5 para 18,18 euros), segundo a taxa oficial. Para economistas, a decisão deve apenas pressionar a inflação, que este ano deve fechar em 10.000.000%. Em termos reais, o salário mínimo na Venezuela mal dá para comprar um quilo de leite em pó.

Prisões

O Sindicato de Jornalistas da Venezuela denunciou nesta segunda-feira que duas jornalistas também foram detidas durante a prisão de Guaidó, no fim de semana: Osmary Hernández, da CNN em espanhol, e Beatriz Adrián, da TV Caracol, da Colômbia. Elas permaneceram uma hora detidas e foram libertadas em seguida. (Com agências internacionais).

Publicado por: Chico Gregorio


15/01/2019
09:10

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, não viu urgência em um pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, contra a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso e condenado no âmbito da Operação Lava Jato. Em despacho assinado no último sábado, 12, Toffoli destacou que o plenário da Suprema Corte vai julgar no dia 10 de abril o mérito de ações que discutem a possibilidade de execução provisória da pena – como a prisão – após condenação em segunda instância.

Lula foi condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do “triplex do Guarujá” pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Com base nessa condenação, o petista está preso na superintendência da Polícia Federal em Curitiba, foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa e teve o registro de candidatura negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em setembro do ano passado.

Na véspera do recesso do STF, o ministro Marco Aurélio Mello decidiu no dia 19 de dezembro, em decisão monocrática (individual), suspender a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância, atendendo a um pedido do PC do B.  A controversa decisão de Marco Aurélio abriria caminho para a soltura de Lula, mas acabou suspensa no mesmo dia por Toffoli.

Pouco antes de Toffoli suspender a determinação de Marco Aurélio, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou uma manifestação ao STF dizendo que Lula não poderia ser beneficiado com a decisão, já que o tribunal negou o habeas corpus do petista em julgamento feito pelo plenário em abril do ano passado.

Em seu despacho, Toffoli destacou que a decisão de Marco Aurélio – que beneficiaria Lula – foi suspensa até o julgamento no dia 10 de abril das ações sobre a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância, o que leva o pedido de Raquel Dodge a não se enquadrar mais nos casos de urgência a serem analisados no plantão.

“Considerando que os efeitos da decisão monocrática do ministro Marco Aurélio (…) foram suspensos ‘até que o colegiado maior aprecie a matéria de forma definitiva, já pautada para o dia 10 de abril do próximo ano judiciário’, o caso não se enquadra na previsão do art. 13, VIII, do RISTF”, concluiu Toffoli, ao mencionar dispositivo do regimento interno do Supremo que trata sobre decisões de questões urgentes no período de recesso ou de férias.

Publicado por: Chico Gregorio


14/01/2019
09:51

A Prefeitura Municipal de Currais Novos e a Secretaria Municipal de Saúde informam à população que, diante do incidente ocorrido no Pronto Socorro do Hospital Regional “Mariano Coelho” administrado pelo município, esclarece que toda a escala de plantão foi feita com profissionais que atuam ou já atuaram no Pronto Atendimento.

Contudo, de forma eventual, o médico que estava na escala deste final de semana pediu desligamento por motivos pessoais, e a coordenação responsável pela escala entrou em contato com vários profissionais, mas não obteve êxito, pois muitos já tinham compromissos.

Diante desta ausência de médicos, um homem entrou em contato com a coordenação após ser informado de que a Unidade necessitava de um profissional para cobrir o plantão, e foi chamado. O mais grave é que, mesmo sendo médico, o homem usou o carimbo de outro profissional, o que não é permitido. Desta forma, ele já foi afastado do Hospital.

A Assessoria Jurídica da Prefeitura de Currais Novos irá representar uma ação contra o profissional e a Secretaria Municipal de Saúde já providenciou outro médico para assumir o plantão deste domingo, 13. A Prefeitura Municipal de Currais Novos lamenta o ocorrido e informa que nenhum incidente grave aconteceu e, o município na tentativa de manter a regularidade do serviço de urgência e emergência, foi vítima desta pessoa que agiu de má fé.

Publicado por: Chico Gregorio


14/01/2019
09:38

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Potiguar opera Bolsonaro 
O seridoense de Currais Novos, cirurgião Dr Flaubert Sena, foi um dos responsáveis pelo processo de recuperação do presidente Jair Bolsonaro.
O médico, da equipe de gastroenterologia do Hospital Onofre Lopes, foi convocado pelo Hospital Albert Einstein para corrigir uma fistula que apareceu no famoso paciente. A técnica do médico, que já foi apresentada até em Harvard, solucionou o problema e permitirá a Bolsonaro se submeter a uma segunda cirurgia para retirada da bolsa de colostomia, o que deve acontecer brevemente.
Modesto e discreto, o sucesso do procedimento do seridoense potiguar, foi comemorado pelas equipes de gastroenterologia do estado.
Via Rosalie Arruda.

Publicado por: Chico Gregorio


14/01/2019
09:31

Via Esmael Morais.

Para combater o preconceito e a homofobia da ministra Damares Alves, a comissão de frente da Escola de Samba Império Serrano do Grupo Especial do Rio terá “menino de rosa e menina de azul”. 

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Publicado por: Chico Gregorio


14/01/2019
09:27

Via Esmael Morais.

A decisão do governo boliviano de entregar diretamente o ativista Cesare Battisti para as autoridades italianas, na noite deste domingo (13), frustrou o show midiático montado pelo presidente Bolsonaro.  

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Publicado por: Chico Gregorio


14/01/2019
09:18

Em menos de duas semanas após a posse do novo governo, decisões tomadas por Jair Bolsonaro, por integrantes de seu primeiro escalão ou por seu partido, o PSL, foram vistas com desconfianças na base mais fiel de seguidores do presidente da República, a chamada rede bolsonarista na internet.

acordo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a indicação do filho do vice-presidente, Hamilton Mourão, para cargo mais alto no Banco do Brasil e até mudanças na legislação armamentista, uma das bandeiras de Bolsonaro, geraram discórdia nas redes sociais entre apoiadores e influenciadores digitais da ‘nova direita’.

As primeiras críticas de apoiadores de Bolsonaro surgiram no dia seguinte à posse, dia 2, quando o PSL anunciou que referendaria a reeleição de Rodrigo Maia (DEM) à Câmara. Seguidores do presidente associaram a aliança à “velha política” e ao “toma lá da cá”, práticas que o próprio presidente diz combater.

Bolsonaro, então, já como presidente empossado, retuitou uma publicação do perfil ‘Coluna de Direita’, no Twitter, que dizia que “algumas pessoas têm de entender como se joga xadrez” – depois, a publicação foi apagada do perfil do presidente. Os 52 deputados eleitos pelo PSL, partido do presidente, devem votar em Maia em troca presidência de comissões importantes como a Constituição e Justiça.

Divergência aumenta com promoção de filho de Mourão no BB

As divergências na rede bolsonarista aumentaram após a nomeação do filho do vice-presidente, Hamilton Mourão, como assessor especial da presidência da Banco do Brasil. O salário de Antônio Hamilton Rossel Mourão, funcionário de carreira da instituição, foi triplicado depois da posse do pai – de R$ 12 mil para R$ 36 mil.

Mourão disse que o filho “tem mérito” e que foi “perseguido anteriormente”. A justificativa não agradou a todos. Para o perfil Senso Incomum, que tem pouco mais de 100 mil seguidores no Twitter e apoia o presidente, o general Mourão começou “errando terrivelmente”.

Outro influenciador digital na rede bolsonarista que criticou a promoção do filho de Mourão foi o jornalista e apresentador Allan dos Santos, para quem a nomeação não tinha “odor de nova política”. “O VP (vice-presidente) errou feio e ninguém que o critique pode ser tratado como inimigo”, escreveu no Twitter.

Ao Estado, Santos disse que a crítica que fez e a repercussão que ela teve são exemplos de que, segundo ele, a “direita não pensa em bloco.” “A publicação foi criticada e isso é bom, pois mostra que as pessoas da direita não pensam em bloco, como ocorria na era PT – onde as divergências eram camufladas. A mídia quer me entrevistar sobre esta publicação, mas jamais mostrou a discordância entre Rui Costa Pimenta do PCO e Jean Wyllys do PSOL”.

Para ele, os comentários representam a liberdade de “expor nosso ponto de vista ao problema em questão e o confronto de ideias, fundamental para a uma vida social sadia”. “Como jornalista, não escondo de ninguém o meu apoio ao presidente. O que não significa deixar de expor opiniões divergentes. É o próprio presidente que me dá essa segurança, uma vez que ele é aberto ao diálogo”.

Minuta do decreto de posse de armas promove discussão com filho de Bolsonaro

Tema caro aos bolsonaristas, a posse e o porte de arma geraram intenso debate nas redes após o SBT divulgar a minuta do decreto elaborado pelo Ministério da Justiça – a proposta pode restringir a posse de armas de seis para duas por pessoa e também exigir a presença de um cofre para armazenar armas de cano curto em casas com crianças, adolescentes e pessoas com deficiência mental.

Um dos maiores defensores da legalização do porte e posse de armas no País, Bene Barbosa, presidente da ONG Movimento Viva Brasil e autor do livro Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento, criticou a proposta do presidente.

Também ativo nas redes sociais, um dos filhos de Bolsonaro, Eduardo, rebateu e disse que estão “criticando o decreto sem o conhecerem”. Menos de dez minutos depois, Bene foi às redes e cobrou a publicação da minuta do decreto das armas. A cobrança levou à reação de outro filho do presidente, Carlos, responsável pela estratégia do presidente nas redes sociais durante as eleições. “Falar menos do que não sabe dos fatos”.

Bene reagiu: “São 30 anos trabalhando e abrindo mão de muita coisa. Isso me dá um pouquinho de direito de comentar o que eu bem entender. Não se trata de antecipação, mas de cuidado. Entendeu o porquê?” O bate-boca virtual levou o músico Roger, do Ultraje a Rigor, a entrar na discussão pedindo para que a discussão ocorresse no privado para “não darem munição à oposição”.

Ao Estado, Bene disse que não se trata de um descontentamento com o presidente, e sim de uma preocupação compartilhada no meio de atiradores e colecionadores, onde Bene é influente. “Essa decisão (do decreto) está a cargo do ministro Sérgio Moro, e a gente não tem conhecimento nem dados para saber qual o posicionamento dele”, disse. “As críticas, em última análise, são ao ministro, que é de onde está vindo essa minuta. O que não significa que, na hora de assinar, o documento também seja completamente diferente”, ponderou.

Bene deseja que a lei não gere mais restrições do que há hoje. “Não adianta flexibilizar de um lado e engessar do outro. Ter a arma para defesa trancada no cofre é inútil, não serve para nada. Além disso, hoje, são seis armas. Reduzir é criar mais restrição”.

Para o cientista político Luiz Bueno, professor da FAAP, críticas a ações do governo são naturais. Para ele, o que pode acelerar o processo é o “desencontro de informações” como ocorreram nos últimos dias como o possível aumento do IOF.

Bueno diz ainda que, após a campanha, a realidade se impõe. “Às vezes, as pessoas esperam mais do que é possível em termos de negociações e concessões que o governo terá de fazer”, diz.

ESTADÃO CONTEÚDO

Publicado por: Chico Gregorio


14/01/2019
09:16

Nem Fabrício Queiroz, nem sua família e muito menos Flávio Bolsonaro prestaram depoimento ainda, mas o Ministério Público do Rio de Janeiro não está com a investigação parada.

Já foram intimados a depor alguns assessores do gabinete de Flávio que transferiram dinheiro para Queiroz.

LAURO JARDIM

Publicado por: Chico Gregorio


14/01/2019
09:14

Poucas horas após seu sumiço, a conclusão já era clara: não havia mais nenhuma pista do paradeiro do terrorista. Foram mais de 30 diligências realizadas desde o dia 14 de dezembro, quando ele passou a ser considerado foragido.

Em um das mais excêntricas diligências, agentes tiveram que ir a um barco do rio Amazonas para verificar, sem sucesso, se Battisti estava presente.

Nenhum dos indicativos apontou para o lugar certo, como comprovou o desfecho do caso: Battisti despistou a polícia, conseguiu sair do Brasil e foi preso no sábado (12) em Santa Cruz de La Sierra, no centro da Bolívia. 

Um avião com policiais italianos chegou a pousar no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, em dezembro. Os agentes acharam que levariam o terrorista, mas voltaram para casa sem notícias do paradeiro dele.

A nova diretoria da Polícia Federal considera essa uma das mais fracassadas operações da história do órgão.

O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), decretou a prisão em dezembro, a pedido da PF, e dias depois o então presidente Michel Temer assinou a sua extradição.

A Itália pede a extradição sob alegação de que Batistti foi condenado em seu país pelo assassinato de quatro pessoas na década de 1970. 

O diretor-geral da PF ainda era Rogério Galloro quando o mandado foi expedido —foi substituído em janeiro por Maurício Valeixo, o atual chefe.

Nos bastidores, a informação é de que a polícia dizia ter certeza de que iria pegar Battisti, porque em tese fazia uma espécie de acompanhamento dele por meio de celular.

O aparelho, quando com chip, manda sinais que permitem saber a localização da pessoa, de forma aproximada, com ajuda das operadoras de telefonia.

Quando a polícia chegou a um dos endereços oficiais do italiano, ele não estava lá. Mais do que isso, os agentes perceberam que não havia ninguém no local havia muito tempo e que Battisti tinha montado um jeito para despistar a polícia.

Depois de perceber que o terrorista não estava mais sendo monitorado, a PF passou a seguir denúncias anônimas e tentou juntar informações mínimas que existiam no passado.

Assim, um dos primeiros locais visitados foi a casa do petista e ex-deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh, que advogou para o italiano até 2017.

O ex-parlamentar estava no local, em São Paulo, no momento em que os agentes chegaram. Ele os informou que não estava com Battisti — Greenhalgh foi procurado pela Folha, mas não atendeu as ligações.

Com um mandado de prisão, a PF não tem autorização para entrar em lugares, como ocorre quando há mandado de busca e apreensão.

Dessa forma, nas diligências cumpridas, os policiais apenas podiam bater na porta e perguntar pelo procurado. A PF também tentou encontrar o terrorista em duas embaixadas no Brasil, depois de receber informações de que ele poderia estar escondido.

​Os dois endereços do italiano no Brasil eram em Cananéia, litoral paulista, e São José do Rio Preto, interior de São Paulo.

FOLHAPRESS

Publicado por: Chico Gregorio


14/01/2019
09:11

O núcleo duro do governo já discute quais caminhos traçar para uma provável minirreforma ministerial, a ser realizada ainda no primeiro semestre deste ano. O principal nome discutido foi o da ministra Damares Alves (Mulher e Direitos Humanos), mas até agora o consenso é de que ela fica no cargo. A permanência é atribuída à proximidade com Bolsonaro, além da grande popularidade com a base eleitoral.

Damares é considerada a “segunda mais popular” entre todos os ministros da Esplanada, perde apenas para Sérgio Moro (Justiça).

Sergio Queiroz, secretário de Direitos Humanos, área considerada estratégica para o sucesso da nova administração, deve ser substituído.

A ministra Damares foi defendida diretamente por Jair Bolsonaro no episódio do “menino veste azul e menina veste rosa”. Deve ficar.

Tradicionalmente governos realizam mudanças nos primeiros 100 dias de mandato. Collor, FHC, Lula e Dilma fizeram ‘minirreformas’ iniciais.

CLÁUDIO HUMBERTO

Publicado por: Chico Gregorio


12/01/2019
20:43

O empresário caicoense, Henrique José Torres Lopes, também conhecido como Henrique de Barra foi assassinado a tiros na manhã deste sábado, (12), por volta das 06hs30min.

De acordo com a polícia, ele passava de carro pela estrada, quando foi assassinado. Não há ainda mais informações sobre como aconteceu o crime. Henrique Lopes foi encontrado morto dentro do veículo, com várias marcas de tiros. O automóvel estava parado próximo a uma casa.

O acusado saiu dizendo aos moradores que tinha matado Henrique de Barra. Ele fugiu do local. O empresário voltava do sítio de sua propriedade quando na entrada do Distrito foi emboscado pelo assassino que abriu fogo contra o carro da vítima uma Pick Up Strada de cor branca e placas PGN9728/Natal-RN. No para-brisas do carro foram identificadas 7 perfurações.

Os tiros atingiram a vítima no tórax e face, inclusive, um dos tiros foi a baixo de um dos olhos e outro na região do coração. Quando percebeu que o suspeito abriu fogo, Henrique de Barra, engatou marcha à ré e o carro foi de encontro a fachada de uma casa que ficou bastante danificada com a colisão.

Uma equipe de peritos do ITEP de Caicó e uma equipe de plantão da Polícia Civil, estiveram no local para a coleta de evidências que possam embasar o Inquérito que vai apurar o crime.

O corpo foi removido do local para ser necropsiado em Caicó.

Com informações do Blog Sidney Silva

Publicado por: Chico Gregorio


12/01/2019
20:33

Polícia apreende toneladas de explosivos que seriam usados em ataques no Ceará

Polícia apreende toneladas de material explosivo que seria usado em ataques no Ceará — Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Polícia Civil do Ceará apreendeu neste sábado (12) toneladas de explosivos que seriam utilizados em ataques criminosos no estado. Cinco suspeitos, todos membros de uma facção criminosa com atuação em todo o Brasil, foram presos no local onde o material foi achado, no Bairro Jangurussu, na periferia de Fortaleza.

Segundo a Polícia Civil, policiais cumpriam na manhã deste sábado mandados de prisão contra suspeitos de homicídio e de ataques ao patrimônio público. No local, a equipe de segurança obteve informações de que o bando escondia o material explosivo, obtido em um roubo em 21 de dezembro do ano passado.

A estimativa inicial é de que o depósito dos criminosos contém cerca de cinco toneladas de material utilizado para fazer dinamites, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública. O material estava contida em embalagens com o símbolo de “explosivo” e o alerta de “perigo” em três idiomas. Um caminhão do Exército recolheu a carga.

Os policiais apreenderam também munição e um carregador de pistola.

Ainda conforme policiais civis, parte da carga já havia sido utilizada nos ataques que ocorrem há 11 dias no Ceará. Em alguns dos crimes, bandidos usaram explosivos em pontes, viadutos, delegacias, numa torre de telefonia e em uma torre de distribuição de energia elétrica.

G1 CE

Publicado por: Chico Gregorio


12/01/2019
20:29

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247=Assanhado com a eleição do extremista Jair Bolsonaro, o MBL (Movimento Brasil Livre) retornou à sua atuação pré-impeachment e voltou a enfileirar chicanas jurídicas para chamar a atenção da imprensa; a justificativa da vez é a de que a presidenta do PT Gleisi Hoffmann violou o Artigo 8 da Lei de Segurança Nacional, que afirma que é crime “entrar em entendimento ou negociação com governo ou grupo estrangeiro, ou seus agentes, para provocar guerra ou atos de hostilidade contra o Brasil”

Publicado por: Chico Gregorio