29/12/2018
13:26

Fernando Haddad (PT) destacou como “primeira boa notícia” a decisão do Ministério Público Federal (MPF) favorável a que o recurso apresentado pela defesa de Lula, seja julgado pela 5ª turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

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Publicado por: Chico Gregorio


29/12/2018
13:16

Foto: Leonardo Prado/Câmara dos Deputados

O ministro da Saúde do próximo governo, Luiz Henrique Mandetta, disse hoje (28) que o Programa Mais Médicos será completamente revisto na próxima gestão. Ele garantiu que vai aguardar o processo de reposição das vagas iniciado pelo atual governo após a saída de 8,5 mil médicos cubanos, mas criticou o programa pelo que chamou de “improvisações” adotadas desde a sua criação.

“Vamos aguardar o que esse governo vai concluir [de reposição das vagas], porque a gente já fez reuniões. O entendimento deles começa de um jeito e [depois] muda. A característica desse Programa Mais Médicos é de improvisações, uma atrás da outra, desde o dia que ele foi instalado até o dia de hoje. O programa está vivendo uma crise das improvisações”, disse. Ele criticou, por exemplo, o fato de o convênio para atuação dos médicos cubanos não ter previsto um processo de rescisão com saída gradual dos profissionais.

“Como você faz um convênio com o país, no caso Cuba, através da Opas [Organização Panamericana de Saúde], em que não se prevê nem o distrato? Quando você faz o aluguel da sua casa, quando você vai devolver [o imóvel], você tem as condições pelas quais você termina. Quando você está trabalhando, você tem até aviso prévio. Então é um programa tão no improviso que nem as condições de como termina o programa foram pensadas”, criticou.

Vagas disponíveis

Com dificuldade de preencher as vagas deixadas pelos cubanos, o Ministério da Saúde prorrogou o prazo para escolha de vagas por médicos formados fora do país e que já enviaram documentação para participar do programa. Agora, brasileiros graduados no exterior têm até os dias 23 e 24 de janeiro para selecionarem os municípios de alocação.

Nessa etapa, foram disponibilizadas 842 vagas em 287 municípios e 26 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Os postos abertos são referentes às localidades não ocupadas na segunda seleção aberta para médicos que possuem registro no Brasil. Dados do ministério apontam que 1.707 profissionais escolheram localidades. Eles devem se apresentar entre os dias 7 e 10 de janeiro. Para Mandetta, outro problema do Mais Médicos é não dar prioridade para o preenchimento de vagas nas áreas de difícil provimento, fazendo com que regiões com maior grau de desenvolvimento acabem recebendo os profissionais antes das que mais precisam.

“Tem cidades com IDH [Índice de Desenvolvimento Humano] muito alto, em que, em tese, não precisaria de médicos estrangeiros, mas onde você teve a substituição completa [dos médicos cubanos], e cidades do chamado Brasil profundo, onde tem populações ribeirinhas, distritos sanitários indígenas, onde vocês tem difícil provimento, então por que não começar pelas áreas de difícil provimento?”, disse.

Ainda segundo Mandetta, por causa dessa distorção, a primeira cidade com preenchimento de vagas no programa foi Brasília, que seria uma inversão de prioridade, na sua visão. “Não me parece que Brasília seja uma cidade hipossuficiente, uma cidade com IDH elevadíssimo, capital da República, tem um poder aquisitivo muito alto. O programa como um todo vai ter que ser rediscutido”, disse.

Agência Brasil

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29/12/2018
13:14

A governadora eleita Fátima Bezerra anunciou neste sábado (29) o nome do auditor fiscal do Tesouro Estadual, Pedro Lopes de Araújo Neto, para a Controladoria Geral do Estado (Control). “Escolhemos um profissional com experiência e que tem relevantes serviços prestados ao serviço público para esta que será uma área estratégica do nosso Governo”, disse Fátima.

Ele agradeceu a confiança da governadora e afirmou que está “honrado em participar da equipe que trabalhará a recuperação das finanças do Estado”. “Vamos atuar na gestão política voltada ao crescimento econômico e social do nosso Rio Grande do Norte. Podem contar com minha integral dedicação nessa nobre missão”, finalizou o auditor.

Perfil

Pedro Lopes de Araújo Neto é auditor Fiscal do Estado do RN e professor do Departamento de Contabilidade da UFRN. Mestre pelo Programa Multi-institucional de Pós Graduação em Contabilidade UnB, UFRN e UFPB. Membro efetivo do Conselho Estadual de Previdência Social do IPERN de 2012 a 2016. Presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais do RN de 2013 a 2017. Atual Diretor Parlamentar da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital.

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29/12/2018
13:12

A estrutura do Governo do Estado funcionará normalmente na próxima segunda-feira (31), véspera de Ano Novo. A informação foi confirmada ao Blog na manhã deste sábado (29).

O expediente normal também terá a presença dos secretários estaduais. Eles serão exonerados exatamente no dia 31, mas os atos de exoneração só serão publicados no Diário Oficial do Estado (DOE) no dia 1º de janeiro.

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29/12/2018
13:10

Dida Sampaio/Estadão

O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS)

Líderes do PT, PSOL e PCdoB anunciaram ontem que seus deputados e senadores não vão participar da cerimônia de posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, no dia 1.º de janeiro no Congresso. Outros partidos que já declararam oposição ao futuro governo, como PDT e PSB, informaram que alguns líderes também não devem comparecer à solenidade em que o presidente e o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, assinam o termo de posse.

Em nota, o PT disse reconhecer o resultado da eleição, mas afirmou que a disputa foi marcada pela falta de lisura por ter sido, segundo o partido, “descaracterizada pelo golpe do impeachment, pela proibição ilegal da candidatura do ex-presidente Lula e pela manipulação criminosa das redes sociais para difundir mentiras contra o candidato Fernando Haddad”, derrotado no segundo turno.

“O resultado das urnas é fato consumado, mas não representa aval a um governo autoritário, antipopular e antipatriótico, marcado por abertas posições racistas e misóginas, declaradamente vinculado a um programa de retrocessos civilizatórios”, diz o texto, assinado pelos líderes do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), e no Senado, Lindbergh Farias (RJ), e pela presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann (PR).

As bancadas do PT no Congresso afirmaram ainda que o futuro governo pretende “destruir a ordem democrática e o Estado de Direito no Brasil”, com o aprofundamento de “políticas entreguistas e ultraliberais do atual governo, o desmonte das políticas sociais e a revogação já anunciada de históricos direitos trabalhistas”.

Já o PSOL diz no texto que o governo que se iniciará na próxima semana “tem como princípios o ódio, o preconceito, a intolerância e a violência”.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB) confirmou que a bancada não participará da posse do presidente eleito, mas negou que se trate de “boicote”. “Não é um boicote, até porque respeitamos o resultado das urnas. É a decisão política de não ir”, disse.

Segundo ela, os parlamentares vão prestigiar governadores eleitos do partido que tomam posse no mesmo dia. A legenda reelegeu o governador do Maranhão, Flávio Dino, e os vice-governadores Luciana Santos (PE) e Antenor Roberto (RN). Na Câmara, elegeu nove deputados, um a menos que o PSOL.

O PT tem a maior bancada da Casa, com 56 eleitos, seguido do PSL, partido de Bolsonaro, com 52 deputados.

Bancada liberada Outras legendas que já se declararam como oposição não articularam um “boicote” à posse, mas seus líderes tampouco devem comparecer. O líder do PDT, André Figueiredo (CE), disse que não vai, mas que “não existe nenhuma deliberação para nenhum deputado da bancada ir”. O presidente da sigla, Carlos Lupi, reconheceu o direito de os partidos não comparecerem, mas disse que um boicote “não tem efeito nenhum a não ser emocional e para marcar posição”.

Presidente do PSB, Carlos Siqueira afirmou que a decisão será de cada correligionário. “Quem desejar participar está livre para fazê-lo. Eu, pessoalmente, não estarei lá e não faço nenhuma reclamação disso, porque acho ótimo até.”

Na eleição, o partido também não teve um posicionamento definido O PSB apoiou Haddad no segundo turno contra Bolsonaro, mas liberou governadores que disputavam eleição para se manterem neutros.

Apesar de posicionamentos distintos na posse, o PCdoB vai formar um bloco de oposição ao governo do presidente eleito na Câmara dos Deputados com PSB e PDT. Derrotado na eleição, o PT deve ficar isolado nas duas Casas.

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28/12/2018
07:13

 

Ricardo Coutinho tem aprovação de 84% dos paraibanos

O governador Ricardo Coutinho encerrará seu período à frente do governo da Paraíba no próximo dia 31 com a aprovação de 84,7% dos paraibanos. O índice consta em pesquisa feita pelo Centro integrado de Pesquisa e Comunicação (CIPEC) e divulgada nesta quinta-feira (27). Os dados são relativos ao mês de dezembro deste ano.

Por mesorregiões, 90% da Zona da Mata aprova a gestão; seguida pela Borborema com 84,9%; Sertão com 84,5% e Agreste com 78,2%. Por área, a Região Metropolitana de João Pessoa lidera com 92% de aprovação do governo; a Capital fica em segundo com 90,2%; seguido pelo interior 84,9% e Campina Grande com 68,8%.

Na lista de avaliação das ações executadas pelo gestor, a construção e recuperação de estradas foram lembradas por 25,2% dos entrevistados. A educação foi citada por 10,7%, a saúde por 5,7%, enquanto a construção de novos hospitais foi a resposta de 5%.

A construção de entradas ainda foi citada como a marca mais positiva da gestão Ricardo Coutinho por 33,8% dos entrevistados. Entre os entrevistados, 54% se consideraram beneficiados por pelo menos uma intervenção do Governo do Estado nos últimos oito anos.

Foram entrevistadas 1607 pessoas no período de 14 a 17 de dezembro de 2018. A margem de erro é de 2,49% para mais ou para menos e o intervalo de confiança da margem de erro é de 95,5%.
MaisPB

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28/12/2018
07:10

A deputada federal Zenaide Maia (PHS/RN), que assumirá o Senado em fevereiro, encerra seu mandato na Câmara dos Deputados sendo mais uma vez considerada uma parlamentar municipalista. De acordo com a última pesquisa do Observatório Político, Zenaide Maia ficou na 62ª posição no ranking geral e a 2ª no Rio Grande do Norte, obtendo 71% de aprovação com 128…

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28/12/2018
07:08

 

mourão - Mourão afirma que se convenceu com Queiroz, mas diz que 'resta saber' se MP se convencerá

O general Hamilton Mourão, eleito vice-presidente da República, disse ao blog nesta quinta-feira (27) que Fabricio Queiroz o convenceu com as explicações dadas em entrevista ao SBT sobre as movimentações financeiras atípicas detectadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Mas, segundo ele, “resta saber se a área jurídica” vai se convencer com o depoimento do ex-assessor e ex-motorista de Flavio Bolsonaro.

Mourão respondeu ao questionamento do blog sobre a explicação de Fabricio Queiroz de que suas movimentações financeiras seriam resultantes de negócios de venda e compra de carros.

Questionado se a “área jurídica” seria o Ministério Público, o general respondeu: “Isso, o MP”. Mourão já havia cobrado explicações de Queiroz desde a revelação do caso.
Se ficaram pontas soltas na entrevista, como o motivo pelo qual Queiroz recebia dinheiro em conta de funcionários do gabinete de Flavio Bolsonaro, o vice eleito disse que o ex-motorista precisa explicar ao Ministério Público.

Para ele, na entrevista, “bateu” a explicação do ex-motorista de Flavio Bolsonaro com a do presidente eleito, Jair Bolsonaro, sobre o cheque de R$ 24 mil a Michelle Bolsonaro.

“Presidente falou uma coisa, ele falou a mesma coisa. Então, bateu. Isso foi bom”, disse.



Fonte: G1

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28/12/2018
07:05

 

silvio santos jair bolsonaro tv foco sbt - SBT: 'Sistema Bolsonaro de Televisão' vira meme e chega ao Trending Topic do Twitter

A entrevista farsesca realizada pela repórter Débora Bergamasco, do SBT, com o motorista e assessor da família Bolsonaro, Fabrício Queiroz, levou a emissora de televisão a ver seu novo apelido, que antes estava restrito a círculos jornalísticos, virar meme e chegar ao trending topic do Twitter Brasil.

Leia Também:   Para Mourão, ministros do STF talvez não conheçam situação do país

Em artigo publicado hoje, o editor da Revista Fórum, Renato Rovai foi um dos primeiros a tratar do tema: “Entre os jornalistas, o SBT já vem sendo chamado de Sistema Bolsonaro de Televisão, tamanha a desfaçatez com a qual a emissora de Silvio Santos aderiu ao novo governo. ”

Leoni

@Leoni_a_jato

Agora é oficial, a sigla SBT passou a significar Sistema Bolsonaro de Televisão: https://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2018/12/27/a-farsa-do-queiroz-e-o-jornalismo-farsante-do-sbt/ 

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28/12/2018
06:59

 

José Aldenir / Agora RN

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte divulgou como será o ritual de posse da governadora eleita, Fátima Bezerra (PT), e de seu vice, Antenor Roberto (PCdoB), na próxima terça-feira, 1°. A solenidade acontecerá na Escola de Governo, a partir das 15h, e será presidida pelo deputado estadual Ezequiel Ferreira (PSDB), presidente da Assembleia.

Ao chegarem ao Centro Administrativo, Fátima e Antenor Roberto serão recepcionados pelo presidente da Assembleia Legislativa e uma comissão de deputados, além de autoridades e demais convidados – como deputados federais e senadores.

No auditório da Escola de Governo, o ritual solene começa com a leitura dos membros que ocuparão a mesa durante a sessão. O presidente da Assembleia designará uma comissão de parlamentares que conduzirão a governadora e o vice-governador eleitos até o palco. O Regimento Interno do Parlamento estipula que a governadora tomará assento à direita do presidente do Legislativo, ficando o vice-governador à esquerda da mesa.

Depois desse momento, os presentes ouvirão o hino nacional. Fátima Bezerra e Antenor Roberto prestarão juramento à Constituição e assinarão o termo de posse, além de receberem a bandeira do Estado do Rio Grande do Norte. Em seguida, a governadora – já empossada – fará seu primeiro pronunciamento como chefe do Executivo estadual.

O juramento será feito a convite do presidente, primeiro pela governadora e depois pelo vice-governador, que assumirão o compromisso formal nos termos: “Prometo manter, defender e cumprir as Constituições da República e do Estado, observar as leis, promover o bem geral do povo e exercer o cargo com lealdade e honra”.

Os deputados que darão posse a Fátima Bezerra são remanescentes ainda da legislatura 2015-2018. Os novos parlamentares só tomarão posse em 1° de fevereiro de 2019.

Na saída da Escola de Governo, a governadora e o vice-governador seguirão até a Governadoria, onde o atual governador, Robinson Faria (PSD), fará a transmissão do cargo, rito que conclui a solenidade de posse.

Por limitação de espaço, o acesso à cerimônia de posse na Escola de Governo será restrito a convidados, assessores e imprensa. No entanto, durante o trajeto de Fátima até a Governadoria, o público geral poderá acompanhar a solenidade. Além disso, telões serão instalados em um espaço do Centro Administrativo para que a população assista à solenidade.

O esquema de segurança ainda está sendo montado, de acordo com a Assembleia. Por isso, ainda não há definição sobre o efetivo de policiais que vão fazer a escolta das autoridades no dia da posse.

A sessão de compromisso e de posse do governador e do vice foi convocada em cumprimento aos termos do artigo 201, capítulo VI, do Regimento Interno da Assembleia Legislativa. A cerimônia será transmitida ao vivo pelas redes sociais da Assembleia Legislativa e pela TV Assembleia por meio do canal 51.3 do sinal aberto e nos canais 9 e 109 da Cabo e canal 16 da NET.

POSSES ANTERIORES
A posse de Fátima Bezerra como governadora acontece em lugar diferente das posses dos últimos ocupantes do cargo, Rosalba Ciarlini e Robinson Faria. Sucessora do ex-governador Iberê Ferreira, Rosalba foi empossada em 1° de janeiro de 2011 no Centro de Convenções, e a transmissão do cargo aconteceu no Palácio Potengi, atual Pinacoteca do Estado. Quatro anos depois, em 1° de janeiro de 2015, Robinson fez o mesmo percurso ao receber o cargo de Rosalba.

Publicado por: Chico Gregorio


28/12/2018
06:56

Hoje (28) será o último dia útil do ano para atendimento ao público nas agências bancárias, com expediente normal para a realização de todas as operações.

No dia 31 de dezembro (segunda-feira), as instituições financeiras não abrem para atendimento, informou a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

A população poderá utilizar os canais alternativos, como mobile e internet banking, caixas eletrônicos, banco por telefone e correspondentes para fazer transações financeiras.

Os carnês e contas de consumo (como água, energia, telefone) vencidos no feriado poderão ser pagos sem acréscimo no dia útil seguinte (quarta-feira). Normalmente, os tributos já estão com as datas ajustadas ao calendário de feriados, sejam federais, estaduais ou municipais.

Os clientes também podem agendar os pagamentos das contas de consumo ou pagá-las (as que têm código de barras) nos próprios caixas automáticos. Já os boletos bancários poderão ser agendados ou pagos por meio do DDA (Débito Direto Autorizado).

Agência Brasil

Publicado por: Chico Gregorio


28/12/2018
06:52

O presidente Michel Temer deixará a Presidência da República no dia 1º e perderá o foro especial, passando a enfrentar na primeira instância da Justiça três denúncias já oferecidas pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

O trâmite na primeira instância não começa automaticamente. Pode demorar dias ou semanas. É preciso um despacho dos relatores dos inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal) enviando-os para a vara federal competente.

Ali, os inquéritos com denúncia passarão a estar sob responsabilidade de procuradores que atuam na primeira instância.

Temer só não perderá o foro especial se o governo Bolsonaro o acomodar em um ministério, cenário considerado improvável. Mesmo assim, a blindagem não é segura porque o novo entendimento do STF restringe o foro a crimes praticados no exercício do cargo vigente e em razão dele.

Na primeira instância, caberá aos novos procuradores analisar as três denúncias já apresentadas. Eles podem, em tese, ratificar, aditar ou até desistir de levar adiante as acusações.

Duas dessas denúncias foram apresentadas em 2017 pelo ex-procurador-geral Rodrigo Janot após a delação da JBS. A primeira, referente ao episódio da mala de dinheiro entregue ao ex-assessor Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR), acusa Temer de corrupção passiva. Para a PGR, o presidente era o destinatário dos R$ 500 mil apreendidos com Loures.

A segunda, conhecida como quadrilhão do MDB, acusa o presidente de chefiar uma organização criminosa e de tentar obstruir a Justiça comprando o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ).

Essas duas denúncias foram suspensas pela Câmara. A maioria dos deputados votou para que Temer não fosse processado criminalmente no STF durante o seu mandato. O relator delas é o ministro Edson Fachin.

A terceira denúncia foi apresentada ao Supremo neste mês pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Ela acusa Temer de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, conforme o que foi apurado no inquérito dos portos.

O inquérito foi aberto para investigar a edição de um decreto, de maio de 2017, que teria beneficiado empresas do setor portuário. Segundo Dodge, o esquema movimentou R$ 32,6 milhões entre 2016 e 2017, e Temer recebeu propina por meio de intermediários.

Como essa denúncia foi apresentada a 12 dias do final do mandato de Temer, não houve tempo hábil para a Câmara votar pela conveniência ou não de seu prosseguimento. O relator no Supremo é o ministro Luís Roberto Barroso.

Fachin e Barroso precisarão dar decisões que remetam essas três denúncias contra Temer para o primeiro grau. A PGR pleiteia o envio desses casos para a Justiça Federal em Brasília.

É comum que os relatores despachem somente em fevereiro, quando voltarem do recesso. Contudo, não há óbice para que eles decidam durante o período do recesso, em janeiro.

Folhapress

Publicado por: Chico Gregorio


28/12/2018
06:51

Morreu nesta quinta-feira (27), na Colômbia, a segunda testemunha que prestaria depoimento nas investigações do escândalo Odebrecht neste país. Rafael Merchán, 43, foi encontrado sem vida em seu apartamento, em Bogotá.

A empreiteira brasileira teria pago, segundo declarou ao Departamento de Justiça dos EUA, US$ 11 milhões (R$ 42,6 milhões) em subornos e caixa 2 a candidatos. Investigação da procuradoria-geral do país, porém, vem apontando que o valor seria muito mais alto —84 bilhões de pesos (R$ 87,9 milhões).

Depois da morte misteriosa de Jorge Enrique Pizano, cujo corpo foi encontrado sem vida em sua chácara e as investigações ainda não levaram a uma conclusão definitiva, a morte de Merchán, um ex-funcionário do governo Juan Manuel Santos (2010-2018), traz mais interrogações às investigações.

Folhapress

Publicado por: Chico Gregorio


28/12/2018
06:48

comportamento dos filhos do presidente eleito também segue gerando incômodo. Militares dizem que, depois que o pai assumir a Presidência, será necessário um amadurecimento.

SALTO 

Parlamentares eleitos pelo PSL, por exemplo, relatam que o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) já chegou a dizer que muitos deles, antes das eleições, eram “favelados” que só conseguiram votos por causa do pai. Agora, vão despachar na Câmara e ganhar salários polpudos.

CEGO

Por esse raciocínio, os parlamentares deveriam dar apoio incondicional ao futuro presidente, sem exigir espaços no governo.

DESLIGADO 

A coluna ouviu o relato de mais de um parlamentar, de estados diferentes, atribuindo a mesma expressão ao filho do presidente. Eduardo Bolsonaro não atendeu às ligações para comentar.

MIDAS 

O próprio Jair Bolsonaro, na campanha, disse em vídeo a deputados do PSL por SP: “Vocês sabem que se elegeram […] em grande parte por causa do meu trabalho como candidato a presidente”.

Mônica Bergamo / FOLHA

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28/12/2018
06:47

No próximo dia 2 de janeiro, passadas as festividades da posse, começa o governo de Jair Bolsonaro. O início da nova gestão será marcado por duas peculiaridades. A oposição está estilhaçada, eis o primeiro traço particular da atual conjuntura política. A segunda particularidade é complementar à primeira: com as forças rivais fragmentadas, os aliados de Bolsonaro assumem, paradoxalmente, a posição de principais adversários do novo presidente.

Em condições normais, o Partido dos Trabalhadores seria um opositor duro de roer nesta largada do governo do capitão. Mas o PT tem outras três prioridades: Lula, Lula e Lula. Enrolado na bandeira do Lula Livre, o partido afugenta até velhos aliados no Congresso. O PSDB que, em tese, poderia se opor a Bolsonaro, está dividido. Um pedaço do tucanato apodrece junto com Aécio Neves. Outra ala, agarrada a João Doria, toma o atalho da direita, que conduz ao colo de Bolsonaro.

Rodeado de inimigos frágeis, Bolsonaro convive com fortes adversários cordiais. São familiares e amigos que se dedicam a demonstrar o seu potencial destrutivo. No pelotão de frente estão os filhos do presidente: Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro. Os três têm mandatos eletivos, influência junto ao pai e disposição para produzir encrencas. Fornecem ministros precários, assessores atípicos e ofensas típicas.

Além de lidar com os membros de sua própria dinastia, Bolsonaro administra os humores do general Hamilton Mourão, um vice que pode virar versa; e toureia as primeiras reivindicações de seus aliados temáticos, como o pedido da bancada ruralista envolvendo a anistia de uma dívida de R$ 17 bilhões com o Funrural. De resto, líderes de partidos amigos, que julgam ter recebido de Bolsonaro menos atenção do que merecem, aguardam na curva pelos erros do capitão. Com aliados assim, o novo presidente dispensa adversários.

JOSIAS DE SOUZA

Publicado por: Chico Gregorio