15/04/2019
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bolsonaroo 1 300x189 - Intervenção na Petrobras reforça que Bolsonaro não tem projeto para o país

Não dá nem para sentir pena da decepção chorosa de certos representantes do mercado com Jair Bolsonaro. Pois apenas uma marmota trancada a vida inteira em um porão escuro poderia ter acreditado na conversão liberal do capitão reformado – que começou sua carreira como representante de interesses de soldados, cabos e sargento do Exército e carregou, na maior parte de seus 28 anos de mandato parlamentar, um discurso nacionalista e estatista.

Duvido muito que o ministro da Economia, Paulo Guedes, nela acreditasse. Tampouco naquela história para boi dormir de que ele seria o seu “Posto Ipiranga”. Pelo contrário, imaginava que seria váááárias vezes desautorizado pelo chefe. Essa narrativa foi muito útil no período eleitoral, depois caiu de maduro. Ou nem isso. Já em setembro de 2018, em plena campanha, tomou um chega-pra-lá de Bolsonaro quando vazou uma reunião em que o economista falou sobre a criação de um tipo de CPMF. Mas, ao menos, deve ter colhido a promessa de que quando o presidente tivesse a vontade de demonstrar instintos primitivos, ele seria chamado para que conversassem primeiro.

Nesta sexta (12), Guedes tomou um passa-moleque bonito ao ser ignorado na intervenção do presidente nos preços da Petrobras a fim de suspender o reajuste do preço do diesel e reduzir a pressão por uma nova greve dos caminhoneiros. No melhor estilo “é verdade esse bilete”, Bolsonaro afirmou que sua política é de “não intervenção” enquanto, veja só, intervinha.

 

Publicado por: Chico Gregorio

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